20/11/2012

Consciência Para Todos

No Dia Nacional da Consciência Negra


CONSCIÊNCIA PARA TODOS


- O que você acha do mês da consciência negra?
- Ridículo! - ...e aquela visível cara de impaciência.
- Então como vamos nos livrar do preconceito racial?
Parando de falar sobre isso! Eu te chamo Mike Wallace e você me chama de Morgan Freeman.

Assim este genial ator encerrou a tentativa de polêmica criada pelo entrevistador da CBS News. Você quer uma semana para a consciência judaica? Você precisa disso? - seguiu ele, desconcertando o entrevistador. Confinar toda nossa história em um mês? A história dos negros é a história da América! De mestre, Morgan, de mestre. veja em http://www.youtube.com/watch?v=tNEoIo3XMws

Morgan Freeman é um ser livre, como seu sobrenome induz: free man. Mas o jeito simples e natural de lidar com um assunto pra lá de batido e que ainda causa desconfortos, foi uma atuação de primeira. Tão encantadora quanto o personagem Carter em Antes de Partir.

A raça negra é forte, bonita, criativa, saudável, inteligente. Cotas para negros em universidade é tão descabido quanto seria criar cotas para brancos em gravadoras de rap, ou na liga de basquete da NBA.  Características físicas de origem racial não criam diferentes hierarquias de seres. Há necessidade de proteger os iguais?As diferenças estão naturalmente em qualquer pessoa, seus talentos, vocações, aptidões.
Segmentar por raça é preconceito. É jogar pessoas contra pessoas. E olhe lá, preconceito nada tem a ver com os nomes que usamos na identificação informal: para mim “negão” é tão válido quanto “japa”, “magrão”, “loirosa” e “galego”. Ou esses termos não fazem parte do seu vernáculo? Preconceito é como você realmente trata as diferentes pessoas.

Temo que o dia da consciência negra não crie homenagem, mas atrapalhação. Conceder ao tema um dia no calendário é como dizer: este é seu espaço, não saia daí.

A objetividade de Morgan fala alto porque avança na noção de civilidade. História é uma coisa, preconceito é outra. É claro que a escravidão dos negros plantou uma marca histórica reprovável. Mas aqui estamos para superar marcas agindo diariamente contra qualquer espécie de hostilidade. Perseguição existe por todo lado. Desde o bulling nas escolas até a xenofobia a estrangeiros. Toda forma de hostilidade é perversa, e a luta pela tolerância é a verdadeira bandeira, uma bandeira de múltiplas cores, origens e credos.

Eu não vou dizer que sonho com a paz mundial, soaria discurso de miss. Mas acho sim que humanidade é a causa que merece mobilização e atitude todo dia, todo mês, todo passo que se dá.

Vamos, Morgan, lutemos juntos pelo mês a mês da consciência humana.

32 comentários:

  1. Tati, moro na cidade mais negra do Brasil. Entendo que precisem desses marcos, simbólicos. Porque foi tanta dor...tanta dor... Eu não sei, sempre repenso sobre nessas datas.

    Beijos,

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    1. Taninha, eu acho que repensar é sempre bom, sim. Se engajar melhor ainda. Mas não gosto das discriminações - nem pra mais nem pra menos. Ninguém é melhor nem pior.

      Ouve essa, genial: uma amiga que mora na Bahia e é professora de crianças teve que abordar no programa na escola a "consicência negra", só que nenhuma criança se interessava muito, pois eram todas pretinhas.. Aí ela resolveu explorar a história e trajetória do ministro Joaquim Barbosa e tal, daí que a conclusão de uma aluna foi das mais espertas que já vi na vida: "Profa, quando eu crescer vou ser desembargadora aposentada". Não é o máximo? A guria captou o melhor da questão! rsrs

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  2. Bacana, tua consciência, Tatiana.

    Adorei a abordagem.

    Parabéns!

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    1. Bacana tua visita, Will!
      obrigada.

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  3. É um tema polêmico, reconheço. Sei que todos são polêmicos. Mas a tua leitura, no momento, para o Dia da Consciência negra, Tati, é muito lúcida.
    Seria tão bom se esquecêssemos que Joaquim Barbosa é um negro e estivéssemos atentos ao que ele faz.
    Abração,

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    1. Eu tô, José!! Joaquim é meu herói da punidade!
      Abração pra ti

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  4. Olha, ja me disseram que sou muito radical, mas se nao existisse preconceito nao existiria cotas para negros. Eles sao tao capazes, ou mais que os brancos, entao pq eles tem cotas e ajudas extras. Acho que isso nao é igualdade...

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    1. Florzinha, eu assino embaixo da tua radicalização. Também acho essa coisa de cota desnecessária num país onde o problema não é a cor, mas a precaria educação.

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  5. Tati,

    Também vejo um certo perigo em datas.
    São muito paradoxais.
    E apesar de sacudirem as estruturas, também, reforçam imagens antigas.
    Há umas duas semanas, levei o Hique na casa de um amigo em um edifício grande cheio de elevadores. Quando um deles se abriu, perguntei a uma senhora negra de avental de doméstica se ela estava subindo. Perguntei porque ela poderia estar descendo. Sabe o que me respondeu? Se a senhora quiser, posso sair e pegar o de serviço.
    Século 21 e uma cena dessa debaixo do meu nariz.
    Então, também suspeito do dia disso e daquilo. Quando não houver mais dia disso e daquilo é porque todos tiveram acesso ao ano inteiro.
    Sei lá...
    Beijos :)

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    1. Boa, Bipe. Eu tb prefiro evitar imagens antigas e construir as novas. Não se trata de varrer para baixo do tapete, mas de colocar foco e energia no que dá pra fazer: o presente e futuro. Há tanta desumanidade na história da humanidade! Faltaria calendário para chorar os fatos.
      Que a história nos ensine, mas não nos aprisione. Cada dia é um dia a ser esculpido.
      Beijo pra ti

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  6. Ira! Eu acabo de ver que cometi um "posticídio" no teu tão querido e importante comentário! As letrinhas do cel são tão pequenas, que apertei em "aceitar" e acertei em "excluir" - céus, um crime! Desculpa? Eu gostei muito de saber que gostas de passar por aqui porque eu adoro quando tu passas! E concordo 100% com tua posição.
    Por sorte o comentário fica guardado no e-mail e então vou copiar-colar, que é manobra menos arriscada, tá? Mil perdões! Lá vai..

    Ira Buscacio deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Consciência Para Todos":

    Tati, te chamarei assim, ok? cada vez, que volto ao seu espaço, mais gosto, mais admiro a inteligência e o talento com que vc aborda temas delicados, complexos e polêmicos.
    Penso que devemos olhar todas as dores, e são muitas (raça, religião, sexo e por aí vai), todos os dias, como uma grande dor, pq ela é universal. A história guarda grandes vergonhas, que não sejam esquecidas, mas que possam ser atenuadas com atitudes mais humanas. Celebrações não lavam a alma, não oferecem dignidade, não calam a guerra.
    Bjão

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  7. Tatiana, o bom é que não fossem necessárias essas datas e essas ações afirmativas, mas elas são ainda, a meu ver, e serão por muito tempo. Certa vez, numa discussão em sala de aula sobre cotas, um aluno cotista deu um exemplo inesquecível pra mim e para a maioria de seus colegas. Ele disse: "Como eu, com meu fusquinha velho, poderia concorrer em pé de igualdade, numa corrida de automóveis, com alguém que possui um honda civic? Como alguém que estudou a vida toda em escola pública pode concorrer com alguém que estudou nas melhores escola?" O mês da Consciencia Negra não resolve as desigualdades, os preconceitos, mas dá visibilidade a uma luta. A lei de cotas não elimina as disparidades, mas, minimamente, procura reparar séculos de violências e, sobretudo, nos faz pensar sobre o assunto.

    Gosto muito do seu blogue e da sua coragem em abordar certos assuntos.

    Bjs

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    1. Verdade, Mister Eme. Seria bom não ser necessário.

      Mas o problema da desigualdade educacional entre ricos e pobres não se deve à COR das pessoas, e sim ao acesso (e à qualidade) do ensino básico! (-Ou será que o branco de fusquinha velho também não estaria em desigualdade de condições?). Pelo menos se fossem apenas "cotas para pobres egressos de ensino público" ainda se justificaria melhor. Mesmo assim, as Ações Afirmativas já mostraram muito desvio de meta. Observemos os dados estatísticos e questionemos.
      Também me incomoda o supervaloriação do DIPLOMA de ensino superior em detrimento de uma boa formação. No mercado faltam eletricistas confiáveis, que ganham mais do que muito doutor.
      Já tive aluno de direito negro-e-brilhante e já tive aluno branco-e-medíocre. E vice-versa.
      E tb já tive alunos que ficaram com o diloma na mão porque não passam no exame da Ordem. Enfim, tantos paradoxos.
      Países mais evoluídos apostam muito na formação técnica, mais objetiva e útil em grande escala. Universidade é um luxo de poucos, os que têm perfil. Não dá pra forçar a barra e tapar o sol com a peneira, o problema da empregabilidade é bem mais complexo.
      Mas enfim, refletir é sempre preciso! ;)
      Abraço pra ti.

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    2. Sim, o problema da desigualdade educacional entre ricos e pobres não se deve à COR das pessoas, e sim ao acesso (e à qualidade) do ensino básico! Sim, novamente, o branco de fusquinha velho também está em desigualdade de condições. Por isso mesmo a lei de cotas que foi aprovada faz pouco leva em conta tudo isso, e é com isso que eu concordo. Não concordo, no entanto, que ela seja eternamente institucionalizada, pois acredito que o problema que precisa ser resolvido é o do ensino básico gratuíto de qualidade. Mas, enquanto isso, algo precisa ser feito, pois, ainda hoje, a maioria dos alunos que podem ter o que você chama de perfil para a universidade no Brasil são egressos de colégios particulares. E isso, definitivamente, não é por acaso.

      Abraço

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    3. Eme, que importante este "debate"! Obrigada por promovê-lo.
      A NOSSA conscientização, como cidadãos, é fundamental para melhorar o ensino básico gratuito, que é a grande pedra (e nisso concordamos 100%).
      O que podemos fazer? Muito!!!
      Na minha opinião, o melhor "Manual de Soluções" para a educaçao no Brasil foi elaborado pelo Parceiros da Educação em final de 2010, e vale MUITO a pena acessar: http://www.parceirosdaeducacao.org.br/evento_propostas/pdf/apresentacao_20101216.pdf
      Ali estão dados alarmantes (que nós normalmente desconhecemos) e providências concretas e imediatas que até 2022 retirariam o Brasil da sua vergonhosa posição na avaliaçao mundial (estamos em 53o no PISA!).Este sim é um Plano redondinho, a Dilma o recebeu. Eu conto com ela como liderança política com pulso para este desafio e para o outro que acho fundamental, a reforma tributária. Tirando esses 2 pontos, pode soltar a rédea que o Brasil corre sozinho! Por enquanto, não adiante melhorar setor de indústria e economia que o crescimento não nos tirará da condição social miserável.

      Eme, quer um dado que me faz chorar? (de verdade)
      "74% da população brasileira não consegue entender um texto simples" (cf INAF). Isto é analfabetismo! O que explica que temos escola para todos e não temos efetiva afalbetização? Temos que abrir nossos olhos, antes de tudo. Falar sobre. Pensar. Reagir. Por sorte há iniciativas privadas interessantes (ontem vi na RBS, por ex., uma Campanha que tá trazendo esses dados. Está no ar. Já é algo). O que estamos fazendo aqui tb é importante (pelo menos para mim), embora estejamos num pequeno grupo. Definitivamente sou contra as cotas para negros e egressos de escola publica porque não acho que seja possível melhorar a qualidade do ensino básico desta forma, facilitando o ingresso na universidade pública! Pelo contrário: acaba decaindo a excelência do ensino superior (que já não é das melhores). É como a técnica de "nivelar por baixo", entende? Aqui na UFRGS teve um recente estudo que constatou que o desempenho dos cotistas é bem inferior aos do não cotistas.
      Temos que adotar as medidas certas e seguir pressionando. Eu tenho milhões de revoltas contra o sistema de educação que temos no BRasil Gosto do que faz hoje a China e os EUA, por razões diferentes. Mas se fosse escolher uma cartilha para representar minhas reivindicações e um projeto que apoio, escolho este, do Parceiros da Educação. Não deixem de ler, meus amigos do Blogue. É bem importante. E mais uma vez obrigada pela dialética, Eme! Grande abraço para ti

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    4. "Aqui na UFRGS teve um recente estudo que constatou que o desempenho dos cotistas é bem inferior aos do não cotistas." E isso significa o que??? Santo Deus! Essas pesquisas nem deveriam ser feitas, pois acabam legitimando um preconceito disfarçado de boas intenções. Cotas sim e luta diária por um ensino público de melhor qualidade.

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    5. Eme, temos entendimentos diferentes sobre a situação. Eu não concordo, mas respeito tua opinião.., a vida é feita das diferenças. E certamente não existe uma verdade absoluta.
      Trabalhemos e torçamos para que nosso ensino básico melhore logo e que TODOS os cidadãos possam usufruir suas potencialidades. Abraço

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  8. conheci, na casa de meus avós maternos, uma mulher fantástica chamada donária, filha de escravos que nascera "livre" (após a lei do ventre livre) e que ficou vivendo com os borges até morrer, anciã, no início dos anos 70.
    lembro-me dela, carinhosa, meiga, linda e por quem todos tinham imenso respeito e lhe pediam conselhos, mulher sábia que era.

    mudando o rumo da prosa, preciso dizer que sou contra o sistema de cotização nas escolas. acho discriminatório.
    atentem: o emblemático joaquim barbosa - nosso recente referencial de moral e grande esperança no cumprimento das leis em nosso país - não é uma concessão à raça negra.
    estamos reverenciando a existência de um grande cidadão. um grande homem. enfim...
    por mais que ainda exista racismo (e ele existe!), o brasil já não é mais - tanto! -i sto de negros e brancos.
    o apartheid brasileiro é social.
    hoje, mais do que nunca, estamos dividindo em ricos (poucos) e pobres (tantos).
    a história é escrita devagar, eu sei. passo a passo.
    e esta é a minha esperança.

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    1. Roberto, eu gosto muito desse olhar positivo e proativo. "Para o alto e além!", diria o Buzz.

      A comiseração só nos amarra em sentimento ruins do passado, nos vitimiza e paralisa confortavelmente.

      Também acho que o Brasil não é mais "este", e que temos muito por fazer em vez de lamentar.

      Abraço pra ti!

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  9. Consciência e ATITUDE, Herculano!
    Parabéns pelo livro. Vou querer! (te mando dados por email).

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  10. Penso por aí. ENTRETANTO... Acho que você foi extremamente infeliz nessa passagem: Cotas para negros em universidade é tão descabido quanto seria criar cotas para brancos em gravadoras de rap, ou na liga de basquete da NBA. Colocar o acesso à educação superior no mesmo patamar do rap e do basquete não faz o menor sentido. O primeiro sofre interferência do poder estatal, que sofre interferência direta do poder econômico. E adivinha quem detém o poder? Aqui no Brasil temos quase 400 anos de escravidão contra um pouco mais de 100 de liberdade. Será que a conta já está paga e estamos todos em pé de igualdade? Meritocracia é balela, discurso de manutenção do status quo. Se é para não haver cotas que não existam escolas privadas ou outras anomalias educacionais que só quem tem grana pode bancar.

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    1. Acho que essa conta nunca estará paga, Fred. Assim como a do holocausto e outras vergonhas da história. Mas tenho convicção de que as COTAS não são a moeda certa, definitivamente. A moeda é uma só: investimento na educação básica. Djá! Se houver vontade política, Fred, em menos de uma geração é possível através da educação reduzir incrivelmente problemas não só de desenvolvimento humano, como de criminalidade e etc. A analogia ao rap e ao basquete não se deve ao grau de importância, mas à evidência de que as desigualdades são naturais na vida, nas pessoas. Não há incapacidade em razão da cor, mas da falta de preparo, de vocação e de treino! No caso do ensino superior, a incapacidade vem da falta de preparo educacional dos menos favorecidos (brancos E negros). E isto é culpa do governo. E sabe por que nosso governo não investe no sistema de ensino? Porque a maioria da população (justo a menos favorecida e que detém o maior numero de votos) não reconhece a péssima qualidade do ensino no Brasil. (E isso que temos um dos piores índices do mundo!!!) Ou seja: ignorância gera ignorância. Por isso é que os mais esclarecidos é que devem lutar por esta causa. Assim penso. Abraço pra ti

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  11. A verdade é que a maioria das pessoas tem preconceito e nem sabe disso. Eu já fui a favor das cotas, mas pensando bem elas são um absurdo. Meu beijo.

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    1. Sim, preconceito "despercebido" também rola, JF. Mas não é razão para plantamos o oposto: supormos preconceito quando nem há.
      abração pra ti

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  12. Um poste bem oportuno, entretanto apesar de se tratar de um tema polêmico, além de conscientização e investimento na educação básica de qualidade - um discurso batido -, precisamos mesmo é quebrar de fato com essa mentalidade pequena, tacanha e ridícula do preconceito, seja ele qual for.
    Mas apesar disso, sou favorável às cotas, não reparam a dor, a violência da exclusão, e nem a mácula do passado histórico (e do presente), mas dá acesso.

    Beijos, Tati!

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    1. Abaixo o preconceito, Canto!
      E seja bem-vinda sempre, tu e tua opinião.
      Beijo

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  13. Tatiana, nem te conto. Tirei o sapato pra ficar mais à vontade pra aplaudir vc e o Morgan, emenina.... o bicho pegou no pé!
    Delícia, gamei!

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  14. Vc expressou maravilhosamente bem, e com coerência irrefutável, a sensação de desconforto que eu sinto por perceber, ainda e sempre, que as pessoas tentam se dividir em grupos, elites, bandos, enfim... Quanto tempo ainda para começarmos a nos organizar social e econômicamente como seres humanos ? Se, em diversas manifestações da cultura musical, por exemplo, nós já conseguimos atuar como Humanidade, sem raças, fronteiras ou preconceitos, fica claro que, com o pensamento correto, voltado para o Bem, não haveria necessidade desses subterfúgios simplistas e escapistas. Parabéns, Vc tem uma inteligência rara, porque, lendo o que Vc escreve, traz reflexão com alegria para a alma da gente.

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  15. Parabéns, expressou com um coerência límpida a grande verdade, que somos seres humanos que deveriam se sentir agrupados em Humanidade e nunca em países, raças, etc... As diferenças, se foram criadas por erros no processo evolutivo da Humanidade, devem ser lamentadas, mas extintas pela nenhuma importância que devemos dar à essas supostas diferenças. Perpetuar essas diferenças, concedendo-lhes uma relevância que não se sustenta, só vai aprofundar a divisão da futura organização social humana.

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    1. Olá, Regis! Seja bem-vindo ao Blogue, aqui a casa é suficientemente grande para todas as opiniões! Sem preconceitos, rsrs
      Da minha parte, concordo com tua posição.
      Abraço!

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