Eu que há anos carrego foto de Barak Obama na carteira, andava meio perdida por não ter para quem torcer na próxima eleição presidencial dos EUA. Donald Trump com seus chiliques e extravagâncias não me representa (tenho a sensação de que sua primeira medida será um muro-de-berlim na fronteira com o México).
Hillary Clinton até teria meu apoio, mas ela cortou
o cabelo igual ao meu - não gosto de pessoas invejosas.
Então trato de ir me conformando com mais uma perda
de referência política, me despedindo daquela imagem gloriosa de Obama - o
sorriso lindo e confiante nos pronunciamentos, a elegância nas declarações, a
firmeza nas medidas necessárias. Gosto de gente assim: assertiva, bonita,
humana. Gosto que ele manda as filhas arrumar suas próprias camas. Sou Obama de
Dakota ao Alabama. O fim do seu mandato vai me trazendo uma tristeza
melancólica como o último raio de sol num entardecer de inverno.
Eis então que meu vácuo existencial-eleitoral ganhou
um novo alento: “Deez Nuts” entrou na corrida para a presidência!

Se fosse no Brasil, chamaríamos a iniciativa de
molecagem, mas nos EUA - what the fuck! - Deez Nuts ganhou o imediato respeito
do eleitor: teve 9% das intenções de voto na pesquisa da Public Policy Polling.
(Come on, mesmo que esse índice decorra de um óbvio inconformismo social – o
famoso “voto cacareco”, tipo Macaco Tião dos anos 80 - 9% não é coisa pouca,
vamos convir: maior aprovação do que a presidenta de um grande país cujo nome
não vou citar para não ser indiscreta).
Fecha o parágrafo e volta à questão.

Eu que vivo de perto as agruras da DI, logo me
preocupei com uma possível exposição perversa da deficiência mental do rapaz.
Então fui atrás de mais dados. Até que ouvi do próprio Welven que está feliz
com a fama – tem sido compartilhado por ídolos que jamais sonharia ter contato.
À sua maneira, sente-se honrado, recebe convites inusitados e passou a faturar
US$4.500 por cada entrevista que concede. Nesse contexto, gostei ainda mais da
origem partidária de Deez Nuts.
É uma pena que Brady Olson tenha que esperar mais
vinte anos para se candidatar validamente. Teria meu apoio desde já. Perguntado
até onde iria com a brincadeira, o líder respondeu com o sábio oportunismo de
um orador de palanque: “até onde a América aguentar”. :) Go for it, dude!
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